Mostrando postagens com marcador Cinema Europeu. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Cinema Europeu. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

#MOSTRASP - BACZYNSKI

A Mostra de Cinema nos proporciona ter contato com personagens que muitas vezes desconhecemos. Este foi o meu caso ao assistir este filme que conta a história de um dos  - senão o maior - poetas da história da Polônia.

Baczynski viveu no período da 2a guerra mundial e destacou-se pelos seus textos ainda jovem. Lutou defendendo a liberdade do seu país participando de uma luta armada contra os nazistas, morreu também jovem em uma emboscada armada pelos Nazis.

O que chama a atenção no filme é um mix entre documentário e filme  biográfico. É uma estética interessante pois o espectador pode ter contato com uma história interpretada por atores e conhecer um pouco da obra do personagem através dos momentos documentais.

O início disso tudo se dá através de uma reunião anual de pessoas que são fãs de Baczynski. Em sua grande maioria são jovens. Esta reunião é uma espécie de sarau, onde os presentes são convidados a interpretar poesias de Baczynski de forma livre. E é através deste evento que o diretor conduz a história do poeta, desde a tenra idade.

O que me pareceu foi que Baczynski é como se fosse um Paulo Leminski polonês. Um cara que boa parte de seus leitores não conheceu, mas sua obra é tão vanguardista que chama a atenção dos jovens.




quinta-feira, 24 de outubro de 2013

#MOSTRASP - DENDROLOGIUM

Dendrologium é um daqueles filmes com alta carga metafórica. O roteiro e a ideia são muito ricos!
Um homem sai em busca do conhecimento pleno, simbolizado pelo "Doce Fruto". Na sua caminhada encontra-se com vários personagens que indicam a ele os caminhos para atingir o seu grande objetivo.


Tudo o que se passa neste filme tem uma carga simbólica. Desde o fruto colhido pelo protagonista, passando pelos livros que ele encontra no caminho e pelas pessoas com as quais se relaciona. Em algum momento estes símbolos são tão explorados que acabam por tornarem-se óbvios ao expectador.


Na avaliação que a gente vota quando termina a sessão coloquei como "bom". Muito mais pela ideia e roteiro do que mesmo pela produção que transparece ser muito simples e realizada com baixo orçamento. Creio que com um pouco mais de grana para filmar os diretores Amim Azhan e Rafael Stemplewski poderiam apresentar um trabalho mais significativo e condizente com o roteiro cinematográfico.

domingo, 20 de outubro de 2013

#MOSTRASP - UMA DOBRA EM MEU COBERTOR

Não é incomum na Mostra de Cinema você se deparar com filmes de lugares nos quais você nunca imaginou que houvesse algum tipo de produção. Este filme é da Georgia, antigo estado da URSS. O diretor Zaza Rusadze constrói sua narrativa com planos muito bem trabalhados e fotografia cuidadosa.

Essencialmente, o filme pareceu-me transmitir uma abordagem sobre a solidão. O tédio que a vida pode se transformar quando as relações familiares e de amizade estão construídas em uma base frágil, em uma rotina que consegue isolar as pessoas, apesar de estarem sempre juntas. Já dizia um amigo meu que estar "junto" não necessariamente significa estar "unido", mas isso é outra história.

Dmitrij (pra variar o nome, afinal o cara é de origem russa) vive em um trabalho chato, com uma família chata e aparentemente sem grandes amizades. O seu grande prazer é escalar rochas e diga-se de passagem sozinho. Quando reencontra um camarada da época de criança, incentiva-o a praticar o esporte, sutilmente é como se Dmitrij estivesse querendo reatar uma ligação de amizade uma vez perdida.

Circundando este protagonista, outros casos de solidão se desenvolvem, como a tia com Alzheimer, o senhor viúvo e o casal prestes a entrar na velhice.

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

#MOSTRASP - A GAROTA DO 14 DE JULHO

Filme francês que joga luz sobre a crise econômica mundial, especialmente a situação francesa, na qual o governo e a sociedade vêm-se diante das decisões de austeridade economica para enfrentar o desemprego principalmente nas camadas mais jovens.
O que chama a atenção no filme de  Antonin Peretjatko é que ele demonstra todo este drama através da historia de 4 jovens sem muito futuro, mas que a despeito de todos os problemas jogam-se nas suas já encurtadas férias (na França as férias são de 2 meses!)
Cada qual com a sua perspectiva de vida, eles vão no caminho encontrando-se com outros franceses tão ou mais afetados pela crise, em um clima "no future" e bem pessimista, na linha do se não há jeito salve-se quem puder!
A mensagem de Peretjatko é bem conhecida: Se não há jeito aperte o F#&$@!


segunda-feira, 25 de julho de 2011

MEIA NOITE EM PARIS

Assistimos ontem ao filme "Meia noite em Paris" do velho Woody Allen. Confesso que sai do cinema pensando o seguinte: Mesmo quando Woody tenta fazer um filme ruim, ele faz um filme bom.


Porque isso? Aparentemente a produção é uma daquelas que se dedicam a mostrar o lado turístico de uma cidade, com belas imagens da capital francesa e com uma ponta da primeira dama do país. Todos os requisitos para se pensar que o filme é uma propaganda descarada de Paris, MAS, Woody Allen nos surpreende com uma trama psicológica, nos questionando sobre a real validade dos nossos desejos.


Guil é um roteirista e um quase escritor frustado, que tem tudo na vida: Vai se casar com uma gata rica, é um profissional reconhecido em Hollywood, mas que gostaria que sua vida fosse em um passado distante nos anos 20 do século passado e ainda mais em Paris.


Este apego a um passado não vivido o prende para viver o próprio presente, de buscar seus sonhos e realizar seus planos. Viver nos anos 20 seria para ele uma graça em uma época na qual ele se identifica mais do que seu próprio tempo.


A teoria de Allen no filme remete a um filme do próprio chamado "A Rosa púrpura do Cairo" e nos faz refletir em que medida não estamos querendo mascarar nossa vida, nos apegando a realidades fora da nossa própria realidade. Seja copiando os astros ou sendo um nostálgico de algo que não vivemos.


Vale a pena conferir e tirar as conclusões sobre os questionamentos do velho Woody Allen.



Título original: (Midnight in Paris)
Lançamento: 2011 (EUA, Espanha)
Direção: Woody Allen
Atores: Owen WilsonRachel McAdams, Kurt Fuller, Mimi Kennedy.
Duração: 100 min
Gênero: Comédia Romântica
Status: Em cartaz